Levando O Tigre De Volta À Montanha

Mesmo que a força te fizesse falar,
não estarias isento de errar:
a vida são palavras em construção...
mesmo bem meditadas
e por dedos escolhidas...

Meus passos já conhecem este caminho.

Pelas sacadas,
um olhar fundo de pele morena
e pés no chão...
sem o teu ouro te sentes vazia?
O que há por traz da fachada?
Neste quarto oculto... coração.

- Palavra falada

não servem para nada as gaiolas douradas,
pois já não conseguem aprisionar as manhãs...

Os versos brotam
das cantigas das ondas...
batidas no peito, despido, refeito
como um coração que bate... para não apanhar mais...

Lembranças dedilhadas no violão,
tecidas na tela da canção,
pintada com olhares de esperança,
ser criança
e de novo liberdade.

São raízes que pedem passagem...
Vontade de te pegar pela mão.

A Lua Nova de Um Abril Distante

Eu navegava o som do mar,
Quando fui fisgado por seus olhos de paz
Prata flutuante sobre as ondas...
onde andas meu coração?

Nem soneto nem sonata programada,
Nos jardins velozes da canção,
Quem és tu , manhã sublime
A nascer assim nessa oração.

Cavalgando o vento destes versos,
Emoções caladas – Nunca Mais!
Navegava o olhar estranho verbo
Quando em ti nasceu a pura Paz.